Pensar em segurança
pública, eis a questão. O cidadão comum só pensa em segurança pública quando
topa com o ladrão. O político só pensa em segurança pública quando é para pedir
voto, como fez a senadora Ana Amélia Lemos em plena campanha eleitoral ao
visitar uma entidade de classe da polícia militar gaúcha. Nesse aspecto,
permitam-me fazer um breve apontamento, a visita da então candidata ao senado,
Ana Amélia Lemos, além de pedir voto, foi para deixar registrado que ela não
entendia muito bem de Segurança Pública. No entanto, garantiu que ao surgirem
dúvidas sobre o tema, ela consultaria o então Deputado Federal José Otávio
Germano, pois para ela, José Otávio entende do tema
Segurança Pública como ninguém. Confira no link http://cacadoresdecabeca.blogspot.com/2011/03/tem-que-ter-estomago.html.
O problema é que José Otávio Germano é acusado de integrar a
quadrilha que desviou cerca de R$ 44 milhões do DETRAN gaúcho, ou seja, ele não
é a pessoa mais indicada para falar em segurança pública ou dar conselhos, a
não ser para a Senadora. No entanto, retomando o nosso assunto, os “jornalistinhas”
e a imprensa sem diploma de jornalismo só pensa em segurança pública quando o
assunto é criar o sensacionalismo barato, meter o pau nos policiais ou para
escrever um livro sem profundidade científica. Ou seja, eles não sabem nada de
segurança pública.
Surgem os especialistas
de segurança dos bancos acadêmicos, alguns muito bons, outros, sobre segurança,
entendem só do cinto de segurança. Ninguém houve soldado, cabo, sargento,
investigador, inspetor, ou seja, os verdadeiros homens que dão vida a segurança
pública; eles não são ouvidos, somente os seus superiores que assinam papéis e
mais papéis. Por tudo isso, temos uma visão deformada sobre o tema segurança
pública e assim nunca solucionaremos as antigas mazelas. Resultado: tragédias e
mais tragédias. Como por exemplo, a atual ocorrida no Rio Grande do Sul onde um
sargento da Brigada Militar de folga foi morto a tiros por agentes da Polícia
Civil do Paraná em Gravataí, na Região Metropolitana. Os policiais civis do Paraná,
sem autorização, entraram no Estado para efetuarem a prisão de uma quadrilha de
seqüestradores e liberarem os reféns. Não avisaram ninguém, pois para inflarem
seus egos queriam os elogios só para si além de mostrarem seus troféus
simbolizados nos delinqüentes presos. No final: tragédia. Atualmente estão
presos e carregam para sempre o troféu de um cadáver, pois mataram um eficiente
sargento da Brigada Militar. Não duvido que após a tragédia, feridos na sua
honra policial e obrigados a revelarem informações sobre o crime, os policiais
do Paraná tenham repassado as informações erradas a polícia Civil gaúcha para
que esta não obtivesse total sucesso na prisão dos seqüestradores, pois quem
viola um Estado de forma clandestina é capaz de tudo.
Concluo afirmando que é
preciso fazer uma CPI nacional sobre as policias no Brasil, elas precisam mudar
urgentemente. Parabéns a Polícia Civil Gaúcha e a Brigada Militar, pois são
valorosos homens prontos a sacrificar a própria vida na luta contra o crime.

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