
A RBS está fazendo uma linda campanha em favor da vida: “Crack, nem pensar”.
Por outro lado, Giovani Grizzoti, funcionário da empresa RBS está fazendo um desfavor para a sociedade gaúcha quando ensina que vizinho bom, é vizinho morto. Isso mesmo, ele ensina em seu twitter (27 setembro 2009) como reconhecer um vizinho bom.
Esse Giovani Grizzoti é uma parada, ele é muito inteligente, é um repórter investigativo, verdadeiro, não fala besteiras e é formado em jornalismo. Que bacana!
Recentemente o STF decidiu que não havia necessidade de diploma para exercer a profissão de jornalista. Os verdadeiros jornalistas, sérios, competentes, mostraram a sua indignação, porém, como são a minoria, não foram ouvidos. Entretanto, a maioria ficou calada, pois não sabe nada de jornalismo, é parcial e só denuncia aquilo que o patrão deixa denunciar, caso contrário morre de fome.
Para o nosso modelo de sociedade de massa esses “jornalistinhas” são necessários. Eles são bons em desinformar e deformar a verdade, tudo em busca de um jornalismo de resultados, nem que o resultado seja a morte de seu próprio vizinho, se ele for bom.
Por outro lado, com base na lógica do funcionário da RBS, Giovani Grizzoti, o vizinho que é mau é aquele que está vivo. Giovani está vivo e é vizinho de alguém, logo, Giovani Grizzoti é um vizinho mau, pois está vivo e muito vivo. Como jornalista que é, serviu de exemplo para que o STF percebesse que o tipo de jornalismo que ele faz não necessita de diploma. Valeu Giovani Grizzoti, agora eu entendo muita coisa.